Arritmias Cardíacas e a importância do preparo da equipe

Arritmias Cardíacas são alterações no ritmo normal do coração, produzindo frequências cardíacas rápidas, lentas e/ou irregulares.

As causas são muitas, como Doença Arterial Coronariana, Doença do Músculo Cardíaco (miocardiopatia ou insuficiência cardíaca), doenças valvares, doenças infecciosas, alterações na concentração de eletrólitos como Sódio, Potássio e Cálcio, e drogas (Cocaína).




Tipos de Arritmias

As Arritmias Cardíacas podem ser classificadas quanto à frequência ou local de origem.

Por frequência, são divididas em:  Taquicardia, frequência cardíaca maior que 100 bpm e  Bradicardia, frequência cardíaca menor que 60 bpm.

Por local de origem, são divididas em: Arritmias Ventriculares, Supra Ventriculares ou Atriais, relacionadas à parte superior do coração (átrios), e  Juncionais, relacionadas ao Nódulo Átrio Ventricular.

Detecção precoce é fundamental

Assim como a detecção precoce da Arritmia Cardíaca, é muito importante iniciar os cuidados de enfermagem o mais rápido possível, como ofertar oxigênio, monitorar o paciente e realizar um ECG.

O enfermeiro e a equipe de enfermagem são os profissionais que permanecem o tempo todo na assistência ao paciente e é de suma importância que, principalmente o enfermeiro, saiba reconhecer uma arritmia cardíaca, na ausculta, na verificação do pulso ou na interpretação de um Eletrocardiograma (ECG).

Algumas arritmias não oferecem riscos imediatos ao paciente, mas existem arritmias que precisam de intervenção rápida, como a Fibrilação Ventricular (FV), que não proporciona débito cardíaco adequado por falta de bombeamento efetivo, sendo identificada no ECG como linhas irregulares onde não conseguimos identificar onda P ou complexo QRS, sendo necessário fazer uma intervenção rápida para corrigir o ritmo, e compressões torácicas eficientes até a chegada do médico.

Outra arritmia que pode levar o paciente a uma FV ou a Assistolia (ausência de atividade elétrica) é a Taquicardia Ventricular (TV).

Essas duas arritmias, a FV e a TV, precisam de rápida intervenção, para evitar que o paciente evolua para óbito.

Monitor e carro de emergência

Algumas considerações se fazem necessárias quando precisamos de aparelhos e outros materiais para fazermos um bom atendimento a essas arritmias.

É de fundamental importância a conferência, em todos os plantões, do monitor/desfibrilador e do carro de emergência.

A conferência desses materiais é sentida pela equipe quando o seu uso se faz necessário para o atendimento a uma urgência cardiológica, e todos os materiais necessários estão presentes e em perfeitas condições de uso.

Caso contrário, em plena emergência teremos que providenciar o material, seja aquele que não estiver presente no carro, seja quando seu estado para uso está inadequado, ou ainda quando não temos um medicamento em quantidade suficiente para realizar o atendimento, perdendo tempo precioso que pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte do paciente.

Esses problemas também ocorrem quando demoramos para fazer a reposição desses materiais e medicamentos utilizados num paciente, pois não sabemos quando iremos utilizá-los novamente, podendo ser em questão de minutos.




O preparo da equipe é fundamental

São essas peculiaridades que demonstram a qualidade de atendimento de uma equipe de enfermagem bem treinada e que segue à risca o protocolo de conferência do Desfibrilador e do Carro de Emergência, principalmente na Unidade de Internação, onde as urgências cardiológicas são menos frequentes em relação à UTI e ao Pronto Socorro.

Lembrem-se: o time de enfermagem bem preparado depende da capacidade do seu líder, o enfermeiro-chefe, pois ele é o responsável pelo desempenho de sua equipe, mantendo-a sempre treinada, atualizada e preparada para qualquer emergência.

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Douglas Romão

Gerente de Enfermagem da Unidade de Internação, Oncologia e Hemodiálise do HCor – Hospital do Coração de São Paulo.


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